

Desde que nascí convivo com animais em casa e foram sempre animais adoptados da rua. Nas traseiras de minha casa, alimento diariamente, neste momento, 7 gatos e trato deles quando estão doentes. Já foram 15 gatos. Todos eles me conhecem e à minha irmã. Quando nascem os pequeninos e deixam-se pegar tento arranjar a quem os dar para os tirar do telhado e do mau tempo. Contudo, nem sempre querem uma casa. Preferem a liberdade do telhado. Faço-lhes comida, todos os dias e, antes de ir trabalhar, já lhes deixo a refeição dentro de uma “casota”, uma caixa grande de matéria plástica onde não entra chuva e têm um cobertor para se deitarem se quiserem. Compro-lhes ainda latas de comida e comida seca. Neste momento tenho o Vasco, gatinho bebé que foi alimentado a biberão, pois foi deixado na soleira da nossa janela pela gata mãe, antes de morrer. Sabia que tal como nós tratámos dela também trataríamos dele.
Foi assim toda a vida. Os animais são colocados no nosso caminho. Já vem desde os nossos avós o convívio com animais abandonados e nós temos dado continuidade, apesar de nos fazer sofrer imenso com as perdas.
Temos histórias maravilhosas com estes animais que nos ensinam todos os dias o que é o afecto, a dedicação, a amizade incondicional.